terça-feira, 7 de junho de 2016

Rinoceronte-lanudo


Nome: Rinoceronte-lanudo
Nome científico: Coelodonta antiquitatis
Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Descrição: O rinoceronte-lanudo é um mamífero extinto que habitava nos continentes europeu e asiático durante o Pleistoceno (época do período Quaternário da era Cenozoica), há cerca de 20000 de anos, aquando da última idade do gelo ocorrida no mundo. O animal chegou, entretanto, a ultrapassar essa época. De acordo com análises de amostras de DNA do rinoceronte-lanudo, descobriu-se que o seu parente atual mais próximo é o rinoceronte-de-sumatra.
Possuía grandes camadas de pêlo e membros atarracados, que tornavam o seu corpo bem adaptado às condições atmosféricas que predominavam durante o seu contexto temporal. Um rinoceronte-lanudo adulto media entre 3 a 3,8 metros de comprimento e o seu peso oscilava entre os 1800 e 2700 quilogramas. Podia atingir uma altura de 2 metros. A sua aparência era apenas conhecida através de pinturas rupestres pré-históricas, até que um indivíduo do sexo feminino bem preservado foi encontrado num fosso de asfalto na vila ucraniana de Starunia,
Em 2011, um fóssil de rinoceronte-lanudo, com cerca de 3,6 milhões de anos de idade, tornou-se na evidência do espécime mais antigo já encontrado, exatamente em um planalto tibetano, sugerindo que estes animais viviam nessa área durante um período de maior calor pelo mundo. Acredita-se que eles tenham migrado para a Ásia e a Europa do norte quando a Idade do Gelo começou.
De acordo com análises feitas à dentição, mandíbula e crânio do animal, chegou-se à conclusão de que ele preferia alimentar-se de pastos normais.
Acredita-se que a sua extinção tenha sido causada pela caça por parte do ser humano e pelas alterações climáticas associadas ao fim da Idade do Gelo.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Rinoceronte-branco-do-norte


Nome: Rinoceronte-branco-do-norte
Nome científico: Ceratotherium simum cottoni
Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Outros nomes: Rinoceronte-de-lábios-quadrados-do-norte
Descrição: O rinoceronte-branco-do-norte é um mamífero herbívoro africano e uma das duas subespécies do rinoceronte-branco. Habitava em pradarias e savanas a norte e no centro do continente africano, mais propriamente numa área que abrangia a República Centro-Africana, Congo, Uganda, Sudão, Chade e Camarões.
Pesquisas recentes sugerem que o rinoceronte-branco-do-norte é uma espécie diferente do grupo do rinoceronte-branco, devido às suas características morfológicas e genéticas diferenciadas, que podem assumir que as duas espécies em questão já estavam separadas há mais de um milhão de anos, tendo em conta os respetivos antepassados pré-históricos. No entanto, estes resultados não foram aceites, universalmente, por parte de outros cientistas.
Podem aguentar até 5 dias sem beber água. Podem medir entre 3,5 a 5 metros de comprimento, 1,5 a 1,8 metros de altura e pesar entre 1800 a 2700 quilogramas.
A espécie encontra-se, atualmente, em perigo crítico de extinção, devido a atividades intensivas de caça. Os supostos últimos exemplares encontram-se em cativeiro, sob uma proteção reforçada. Este rinoceronte é referido como sendo uma espécie possivelmente extinta na natureza e desde 2015 que só existem três indivíduos conhecidos no planeta.

domingo, 5 de junho de 2016

Rinoceronte-branco-do-sul


Nome: Rinoceronte-branco-do-sul
Nome científico: Ceratotherium simum simum
Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Outros nomes: Rinoceronte-de-lábios-quadrados-do-sul
Descrição: O rinoceronte-branco-do-sul é um mamífero herbívoro africano e uma das duas subespécies de rinoceronte-branco existentes, sendo considerada como a espécie de rinoceronte mais comum e com maior número de exemplares, contando com mais de 20000, desde 2013, de acordo com fontes fiáveis.
Este rinoceronte é dos maiores e mais pesados animais terrestres no mundo, atualmente. As fêmeas podem pesar até 1700 quilogramas e os machos 2300. Possuem um comprimento que oscila entre os 3 e os 4 metros e uma altura que varia entre 1,60 e 1,86 metros. O chifre frontal pode chegar aos 60 centímetros de comprimento. As fêmeas possuem-no geralmente mais fino que os machos, porém, o destes, embora menos fino, é mais pequeno.
O rinoceronte-branco-do-sul habita em pradarias e savanas no sul africano, demonstrando uma aparição mais corrente na África do Sul, Namíbia, Zimbábue, Quénia e Uganda. Podem aguentar até 5 dias sem beber água.
Este animal já foi uma espécie em perigo crítico, no início do século XX, com apenas 20 indivíduos. Porém, ao longo dos anos, foi progredindo bastante, felizmente, ostentando uma população superior a 11000 exemplares em 2001.

Rinoceronte-branco


Nome: Rinoceronte-branco
Nome científico: Ceratotherium simum
Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Outros nomes: Rinoceronte-de-lábios-quadrados
Descrição: O rinoceronte-branco é conhecido por ser a maior das espécies vivas de rinocerontes e o segundo maior mamífero terrestre, com 2 metros de altura, 5 metros de comprimento e 4000 quilogramas, sendo ultrapassado apenas pelo elefante. Existem duas subespécies reconhecidas deste animal: o rinoceronte-branco-do-norte e o rinoceronte-branco-do-sul.
O rinoceronte-branco prefere alimentar-se em pastos extensos e de erva alta. Passa cerca de metade do dia a alimentar-se, um terço a descansar e o resto do dia a fazer coisas diversificadas. Conseguem aguentar até cinco dias sem beber água em épocas de seca, tendo em conta que mesmo em ocasiões normais, os rinocerontes-brancos não bebem muito (conseguem beber apenas duas vezes durante um dia inteiro).
É referido como o rinoceronte mais social de todos, conseguindo viver em manadas de até 14 elementos, sendo a maior parte destes do sexo feminino. Existe, em cada grupo, um macho dominante, que marca o território com excrementos ou urina, podendo também fazê-lo ao raspar a terra antes de a marcar com os métodos referidos. Eles fazem isto a cada 10 horas.
O rinoceronte-branco-do-norte habitava em áreas no Uganda, Chade, Sudão, Congo e na República Centro-Africana. Já a sua contraparte do sul habita na Namíbia, Zimbábue, Quénia, Uganda e na África do Sul.
Embora seja conhecido como "rinoceronte-branco", o adjetivo surgiu de uma tradução errada da palavra "wyd", que designa o animal na língua afrikaans e que significa "amplo", referindo-se ao lábio superior do animal, que é de forma quadrática e lisa.

Rinoceronte-de-sumatra


Nome: Rinoceronte-de-sumatra
Nome científico: Dicerorhinus sumatrensis
Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Outros nomes: Rinoceronte-do-Bornéu
Descrição: O rinoceronte-de-sumatra é um mamífero herbívoro que habita no território asiático. É a menor das espécies de rinocerontes atuais e a que tem características mais primitivas. Pouco se sabe acerca da sua ecologia, comportamento e reprodução na natureza, devido ao facto de possuir hábitos furtivos e noturnos, tornando difícil a respetiva pesquisa no ambiente florestal. Em abril de 2015, o animal foi declarado como estando extinto na natureza, com apenas três indivíduos (um macho e duas fêmeas) em cativeiro, no estado malaio de Sabah. Eis que em março de 2016, uma outra fêmea foi encontrada ao selvagem, providenciando evidências sólidas para a continuidade da existência do animal na natureza.
O peso de um exemplar adulto pode oscilar entre os 600 e 900 quilogramas, a altura, entre 1 metro a um metro e meio e um comprimento variável entre 2 e 3 metros.
Originalmente, habitava por todo o sudeste asiático, porém, vários exemplares foram dizimados, levando a que restassem apenas pequenas populações isoladas na Indonésia e Malásia. Considerado em perigo crítico pelo qual ele é catalogado, estima-se que existam, atualmente, cerca de 300 indivíduos. O declínio da espécie é atribuído principalmente à caça predatória para o comércio ilegal dos chifres, que possuem um valor alto na medicina tradicional chinesa. Outros fatores incluem a perda do habitat para a agricultura, pecuária e indústria.
O rinoceronte-de-sumatra alimenta-se principalmente ao anoitecer e pela manhã. A sua dieta baseia-se em árvores/plantas jovens, folhas, galhos tenros, bambu e frutos.
As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 6 ou 7 anos e os machos apenas aos 10. O período de gestação varia entre 15 e 16 meses.
Apenas uma espécie vivente do género Dicerorhinus é conhecida, que é o rinoceronte-de-sumatra, sendo que cerca de 12 espécies fósseis já estão registadas.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Os 10 maiores dinossauros que já existiram

Assim que pensamos na palavra "dinossauro", vem-nos à cabeça a imagem de animais corpulentos e enormes, que dominavam o nosso planeta há milhões de anos atrás. Atualmente, tudo o que nos resta deles são os seus fósseis, impressionantes, que evidenciam a existência de enormes criaturas muito antes de o ser humano e até mesmo o macaco terem vindo a surgir. Foram os dinossauros os animais que mais tempo viveram sobre a Terra. Neste top 10, serão apresentados, por ordem crescente, os maiores dinossauros até agora descobertos pela ciência.
Animais como o quetzalcoatlus, basilosaurus e elasmosaurus não serão incluídos neste top 10 pelo facto de não serem dinossauros, mas sim répteis e mamíferos (no caso do basilosaurus).


10- Antarctosaurus

Devido a descobertas fósseis incompletas e em mau estado do antarctosaurus, é difícil determinar o seu tamanho exato deste dinossauro argentino, daí haver uma grande discrepância nas estimativas do seu comprimento, variando estas entre os 18 e os 30 metros.

9- Brachiosaurus

Um dos dinossauros mais bem conhecidos de todos os tempos e o saurópode mais facilmente reconhecido pelas pessoas possuía um comprimento que variava entre 26 a 30 metros e uma altura também variável, oscilando entre 18 e 20 metros.

8- Supersaurus

Com um nome destes, era presumível que alguém o considerasse como sendo realmente o maior dinossauro de todos os tempos. No entanto, não é bem assim, dado que esta criatura apresenta um tamanho, em comprimento, variável entre 33 e 34 metros, o que é ainda relativamente pequeno, comparando com os animais abaixo. Uma das espécies da família do supersaurus, o dinheirosaurus, é um dinossauro que foi descoberto em Portugal.

7- Elaltitan

Deste dinossauro, só foram encontrados alguns ossos muito específicos, como os respetivos a uma pata, às ancas, calcanhares, cotovelo, junto com vértebras da cauda e do dorso. Dadas as grandes dimensões dos mesmos, os resultados obtidos de um cálculo completo do tamanho do animal conferiram-lhe 34 metros de comprimento e 65 toneladas.

6- Sauroposeidon
 
 O seu nome significa "lagarto de Poseidon", o deus grego dos mares e dos oceanos. Foi descoberto a partir de uma vértebra do pescoço, encontrada em Oklahoma, que possuía um tamanho considerável. Assim, estimou-se que possuísse um comprimento por volta dos 34 metros e uma massa que oscilaria entre 50-60 toneladas.

5- Puertasaurus
 
Tal como o Antarctosaurus, o Puertasaurus habitou na região que é atualmente a Argentina. Das escavações feitas, só foram descobertas quatro vértebras do pescoço, uma da cauda e outra das costas, sendo esta a maior de todas, com cerca de 1,68 metros de largura e 1,06 metros de altura, resultando numa criatura enorme, cujo tamanho variaria entre os 35 e os 40 metros de comprimento.

4- Argentinosaurus

 Como o próprio nome refere, este dinossauro vivia na Argentina. Durante as escavações dos seus fósseis, foram descobertos variados ossos, como tíbias, costelas, vértebras e ossos da pélvis, que ajudaram bastante na definição da representação atual da figura do animal. O argentinosaurus media uns impressionantes 45 metros de comprimento.

3- Bruhathkayosaurus

Este dinossauro foi descoberto na Índia. Os seus restos fósseis conseguem facilmente evidenciar o tamanho gigantesco desta criatura, que possuía uma tíbia com 2 metros de comprimento. Junto com os outros ossos, definiu-se o comprimento do Bruhathkayosaurus como sendo de uns incríveis 51 metros.

2- Seismosaurus

Com 55 metros de comprimento, o seismosaurus pode ser considerado, para algumas pessoas, como o maior dinossauro de todos. No entanto, as evidências fósseis descobertas são insuficientes para definir o tamanho exato do animal. Ao utilizar a sua cauda como um chicote, teria podido matar um predador facilmente.


1- Amphicoelias fragilimus

 A única evidência existente deste titã é um arco neural ligado a um fragmento da espinha dorsal, que foi descoberto em 1877, no Garden Park, Colorado e media cerca de 2,7 metros de altura. No entanto, dado que os restos fósseis foram perdidos a determinada altura, as únicas evidências atuais sobre a criatura residem em desenho e anotações escritas. As medidas efetuadas definiram o amphicoelias fragilimus como sendo um dinossauro de 60 metros de comprimento, tornando-se, assim, o maior animal de todos os tempos, ainda que a sua existência seja duvidosa.

Bónus:  
Dreadnoughtus schrani

Esta é a única espécie descrita do género dreadnoughtus, cujo nome significa "temente de nada". Tal como os saurópodes do top 10, o dreadnoughtus schrani é atualmente reproduzido através de algumas evidências fósseis: ossos, como o fémur, úmero, vértebras e tecidos como tendões, que foram descobertos na área da Patagónia na Argentina e através dos cálculos obtidos pelas medições efetuadas, este dinossauro media 26 metros de comprimento, sendo quase do tamanho de um avião grande. Ainda para mais, os cientistas que o estudaram consideraram que, tendo em conta os fósseis observados, o animal ainda não tinha atingido as suas dimensões máximas, tornando o seu verdadeiro tamanho um mistério.

Portanto, tendo em conta o conteúdo de determinadas fontes, são estes os maiores dinossauros que já alguma vez habitaram o nosso planeta. Se, no entanto, deixei escapar algum que poderia enquadrar-se perfeitamente neste top 10, não se acanhem e comentem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Rhamphorhynchus


Nome: Rhamphorhynchus
Nome científico: Rhamphorhynchus muensteri
Ordem: Pterosauria
Família: Rhamphorhynchidae
Descrição:  O rhamphorhynchus foi uma espécie de pterossauro que viveu durante o período Jurássico. Possuía uma cauda longa e mandíbulas dotadas de dentes afiados e curvados para trás, dentro de um bico, o que indica uma dieta concentrada em peixes e insetos, daí o seu nome, que significa "focinho-bico".
Embora vários fósseis, possivelmente de rhamphorhynchus, tenham sido encontrados na Inglaterra, Tanzânia e Espanha, os espécimes mais bem preservados vieram de Bavaria, na Alemanha. Dentes dispersos que se julgam ser deste animal, foram encontrados em Portugal.
O maior exemplar já descoberto media 1,26 metros de comprimento e apresentava uma envergadura de 1,81 metros. Comparando o tamanho de exemplares de rhamphorhynchus com um ano de idade com de dois anos, o cientista Christopher Bennett descobriu que a taxa de crescimento deste animal no primeiro ano de vida era cerca de 130% a 173% maior do que na dos jacarés. O crescimento começava a tornar-se mais lento após a maturidade sexual e necessitaria de mais três anos para apresentar o tamanho adulto. Estas hipóteses surgiram da obrigação ao animal de possuir sangue quente para se poder suster durante o voo. Além disso, animais atuais como pássaros e morcegos também possuem uma taxa de crescimento bastante elevada, chegando ao tamanho adulto mais rapidamente. Segundo Bennett, os rhamphorhynchus de sangue frio provavelmente aqueciam-se ao sol ou exercitavam os músculos para acumularem energia suficiente e partirem para o voo e enquanto não estivessem ativos, a sua temperatura corporal descia até à ambiente, como é próprio dos répteis atuais.