domingo, 5 de junho de 2016

Rinoceronte-branco


Nome: Rinoceronte-branco
Nome científico: Ceratotherium simum
Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Outros nomes: Rinoceronte-de-lábios-quadrados
Descrição: O rinoceronte-branco é conhecido por ser a maior das espécies vivas de rinocerontes e o segundo maior mamífero terrestre, com 2 metros de altura, 5 metros de comprimento e 4000 quilogramas, sendo ultrapassado apenas pelo elefante. Existem duas subespécies reconhecidas deste animal: o rinoceronte-branco-do-norte e o rinoceronte-branco-do-sul.
O rinoceronte-branco prefere alimentar-se em pastos extensos e de erva alta. Passa cerca de metade do dia a alimentar-se, um terço a descansar e o resto do dia a fazer coisas diversificadas. Conseguem aguentar até cinco dias sem beber água em épocas de seca, tendo em conta que mesmo em ocasiões normais, os rinocerontes-brancos não bebem muito (conseguem beber apenas duas vezes durante um dia inteiro).
É referido como o rinoceronte mais social de todos, conseguindo viver em manadas de até 14 elementos, sendo a maior parte destes do sexo feminino. Existe, em cada grupo, um macho dominante, que marca o território com excrementos ou urina, podendo também fazê-lo ao raspar a terra antes de a marcar com os métodos referidos. Eles fazem isto a cada 10 horas.
O rinoceronte-branco-do-norte habitava em áreas no Uganda, Chade, Sudão, Congo e na República Centro-Africana. Já a sua contraparte do sul habita na Namíbia, Zimbábue, Quénia, Uganda e na África do Sul.
Embora seja conhecido como "rinoceronte-branco", o adjetivo surgiu de uma tradução errada da palavra "wyd", que designa o animal na língua afrikaans e que significa "amplo", referindo-se ao lábio superior do animal, que é de forma quadrática e lisa.

Rinoceronte-de-sumatra


Nome: Rinoceronte-de-sumatra
Nome científico: Dicerorhinus sumatrensis
Ordem: Perissodactyla
Família: Rhinocerotidae
Outros nomes: Rinoceronte-do-Bornéu
Descrição: O rinoceronte-de-sumatra é um mamífero herbívoro que habita no território asiático. É a menor das espécies de rinocerontes atuais e a que tem características mais primitivas. Pouco se sabe acerca da sua ecologia, comportamento e reprodução na natureza, devido ao facto de possuir hábitos furtivos e noturnos, tornando difícil a respetiva pesquisa no ambiente florestal. Em abril de 2015, o animal foi declarado como estando extinto na natureza, com apenas três indivíduos (um macho e duas fêmeas) em cativeiro, no estado malaio de Sabah. Eis que em março de 2016, uma outra fêmea foi encontrada ao selvagem, providenciando evidências sólidas para a continuidade da existência do animal na natureza.
O peso de um exemplar adulto pode oscilar entre os 600 e 900 quilogramas, a altura, entre 1 metro a um metro e meio e um comprimento variável entre 2 e 3 metros.
Originalmente, habitava por todo o sudeste asiático, porém, vários exemplares foram dizimados, levando a que restassem apenas pequenas populações isoladas na Indonésia e Malásia. Considerado em perigo crítico pelo qual ele é catalogado, estima-se que existam, atualmente, cerca de 300 indivíduos. O declínio da espécie é atribuído principalmente à caça predatória para o comércio ilegal dos chifres, que possuem um valor alto na medicina tradicional chinesa. Outros fatores incluem a perda do habitat para a agricultura, pecuária e indústria.
O rinoceronte-de-sumatra alimenta-se principalmente ao anoitecer e pela manhã. A sua dieta baseia-se em árvores/plantas jovens, folhas, galhos tenros, bambu e frutos.
As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 6 ou 7 anos e os machos apenas aos 10. O período de gestação varia entre 15 e 16 meses.
Apenas uma espécie vivente do género Dicerorhinus é conhecida, que é o rinoceronte-de-sumatra, sendo que cerca de 12 espécies fósseis já estão registadas.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Os 10 maiores dinossauros que já existiram

Assim que pensamos na palavra "dinossauro", vem-nos à cabeça a imagem de animais corpulentos e enormes, que dominavam o nosso planeta há milhões de anos atrás. Atualmente, tudo o que nos resta deles são os seus fósseis, impressionantes, que evidenciam a existência de enormes criaturas muito antes de o ser humano e até mesmo o macaco terem vindo a surgir. Foram os dinossauros os animais que mais tempo viveram sobre a Terra. Neste top 10, serão apresentados, por ordem crescente, os maiores dinossauros até agora descobertos pela ciência.
Animais como o quetzalcoatlus, basilosaurus e elasmosaurus não serão incluídos neste top 10 pelo facto de não serem dinossauros, mas sim répteis e mamíferos (no caso do basilosaurus).


10- Antarctosaurus

Devido a descobertas fósseis incompletas e em mau estado do antarctosaurus, é difícil determinar o seu tamanho exato deste dinossauro argentino, daí haver uma grande discrepância nas estimativas do seu comprimento, variando estas entre os 18 e os 30 metros.

9- Brachiosaurus

Um dos dinossauros mais bem conhecidos de todos os tempos e o saurópode mais facilmente reconhecido pelas pessoas possuía um comprimento que variava entre 26 a 30 metros e uma altura também variável, oscilando entre 18 e 20 metros.

8- Supersaurus

Com um nome destes, era presumível que alguém o considerasse como sendo realmente o maior dinossauro de todos os tempos. No entanto, não é bem assim, dado que esta criatura apresenta um tamanho, em comprimento, variável entre 33 e 34 metros, o que é ainda relativamente pequeno, comparando com os animais abaixo. Uma das espécies da família do supersaurus, o dinheirosaurus, é um dinossauro que foi descoberto em Portugal.

7- Elaltitan

Deste dinossauro, só foram encontrados alguns ossos muito específicos, como os respetivos a uma pata, às ancas, calcanhares, cotovelo, junto com vértebras da cauda e do dorso. Dadas as grandes dimensões dos mesmos, os resultados obtidos de um cálculo completo do tamanho do animal conferiram-lhe 34 metros de comprimento e 65 toneladas.

6- Sauroposeidon
 
 O seu nome significa "lagarto de Poseidon", o deus grego dos mares e dos oceanos. Foi descoberto a partir de uma vértebra do pescoço, encontrada em Oklahoma, que possuía um tamanho considerável. Assim, estimou-se que possuísse um comprimento por volta dos 34 metros e uma massa que oscilaria entre 50-60 toneladas.

5- Puertasaurus
 
Tal como o Antarctosaurus, o Puertasaurus habitou na região que é atualmente a Argentina. Das escavações feitas, só foram descobertas quatro vértebras do pescoço, uma da cauda e outra das costas, sendo esta a maior de todas, com cerca de 1,68 metros de largura e 1,06 metros de altura, resultando numa criatura enorme, cujo tamanho variaria entre os 35 e os 40 metros de comprimento.

4- Argentinosaurus

 Como o próprio nome refere, este dinossauro vivia na Argentina. Durante as escavações dos seus fósseis, foram descobertos variados ossos, como tíbias, costelas, vértebras e ossos da pélvis, que ajudaram bastante na definição da representação atual da figura do animal. O argentinosaurus media uns impressionantes 45 metros de comprimento.

3- Bruhathkayosaurus

Este dinossauro foi descoberto na Índia. Os seus restos fósseis conseguem facilmente evidenciar o tamanho gigantesco desta criatura, que possuía uma tíbia com 2 metros de comprimento. Junto com os outros ossos, definiu-se o comprimento do Bruhathkayosaurus como sendo de uns incríveis 51 metros.

2- Seismosaurus

Com 55 metros de comprimento, o seismosaurus pode ser considerado, para algumas pessoas, como o maior dinossauro de todos. No entanto, as evidências fósseis descobertas são insuficientes para definir o tamanho exato do animal. Ao utilizar a sua cauda como um chicote, teria podido matar um predador facilmente.


1- Amphicoelias fragilimus

 A única evidência existente deste titã é um arco neural ligado a um fragmento da espinha dorsal, que foi descoberto em 1877, no Garden Park, Colorado e media cerca de 2,7 metros de altura. No entanto, dado que os restos fósseis foram perdidos a determinada altura, as únicas evidências atuais sobre a criatura residem em desenho e anotações escritas. As medidas efetuadas definiram o amphicoelias fragilimus como sendo um dinossauro de 60 metros de comprimento, tornando-se, assim, o maior animal de todos os tempos, ainda que a sua existência seja duvidosa.

Bónus:  
Dreadnoughtus schrani

Esta é a única espécie descrita do género dreadnoughtus, cujo nome significa "temente de nada". Tal como os saurópodes do top 10, o dreadnoughtus schrani é atualmente reproduzido através de algumas evidências fósseis: ossos, como o fémur, úmero, vértebras e tecidos como tendões, que foram descobertos na área da Patagónia na Argentina e através dos cálculos obtidos pelas medições efetuadas, este dinossauro media 26 metros de comprimento, sendo quase do tamanho de um avião grande. Ainda para mais, os cientistas que o estudaram consideraram que, tendo em conta os fósseis observados, o animal ainda não tinha atingido as suas dimensões máximas, tornando o seu verdadeiro tamanho um mistério.

Portanto, tendo em conta o conteúdo de determinadas fontes, são estes os maiores dinossauros que já alguma vez habitaram o nosso planeta. Se, no entanto, deixei escapar algum que poderia enquadrar-se perfeitamente neste top 10, não se acanhem e comentem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Rhamphorhynchus


Nome: Rhamphorhynchus
Nome científico: Rhamphorhynchus muensteri
Ordem: Pterosauria
Família: Rhamphorhynchidae
Descrição:  O rhamphorhynchus foi uma espécie de pterossauro que viveu durante o período Jurássico. Possuía uma cauda longa e mandíbulas dotadas de dentes afiados e curvados para trás, dentro de um bico, o que indica uma dieta concentrada em peixes e insetos, daí o seu nome, que significa "focinho-bico".
Embora vários fósseis, possivelmente de rhamphorhynchus, tenham sido encontrados na Inglaterra, Tanzânia e Espanha, os espécimes mais bem preservados vieram de Bavaria, na Alemanha. Dentes dispersos que se julgam ser deste animal, foram encontrados em Portugal.
O maior exemplar já descoberto media 1,26 metros de comprimento e apresentava uma envergadura de 1,81 metros. Comparando o tamanho de exemplares de rhamphorhynchus com um ano de idade com de dois anos, o cientista Christopher Bennett descobriu que a taxa de crescimento deste animal no primeiro ano de vida era cerca de 130% a 173% maior do que na dos jacarés. O crescimento começava a tornar-se mais lento após a maturidade sexual e necessitaria de mais três anos para apresentar o tamanho adulto. Estas hipóteses surgiram da obrigação ao animal de possuir sangue quente para se poder suster durante o voo. Além disso, animais atuais como pássaros e morcegos também possuem uma taxa de crescimento bastante elevada, chegando ao tamanho adulto mais rapidamente. Segundo Bennett, os rhamphorhynchus de sangue frio provavelmente aqueciam-se ao sol ou exercitavam os músculos para acumularem energia suficiente e partirem para o voo e enquanto não estivessem ativos, a sua temperatura corporal descia até à ambiente, como é próprio dos répteis atuais.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Rã-venenosa-dourada


Nome: Rã-venenosa-dourada
Nome científico: Phyllobates terribilis
Ordem: Anura
Família: Dendrobatidae
Outros nomes: Rã-dourada, rã-dos-dardos-venenosos-dourada
Descrição: A rã-venenosa-dourada é um anfíbio endémico da costa oeste da Colômbia. Elas habitam em florestas temperadas muito chuvosas e húmidas, com uma temperatura mínima de 26ºC e vivem em pequenos grupos de 6 indivíduos. Apesar do seu pequeno tamanho (55 milímetros, no máximo), esta rã é considerada, por muitos, como o animal terrestre mais venenoso de todos: o veneno de uma única rã é suficiente para matar 1500 pessoas. A sua pele é revestida de um veneno que, ao toque, impede os circuitos nervosos da vítima de transmitir impulsos, deixando os músculos contraídos. Isto pode levar a uma insuficiência cardíaca ou à fibrilação muscular. As tribos nativas usam o veneno destes animais para caçar, cobrindo os dardos com as toxinas do animal (daí o seu outro nome binominal, "rã-dos-dardos-venenosos"). No entanto, estas rãs não usam o seu veneno para atacar os seus predadores, mas simplesmente como um método defensivo.
Embora possua um nome sugestivo (rã-venenosa-dourada), esta espécie pode apresentar várias cores, como verde, laranja ou amarelo. Alimentam-se de insetos, especialmente de térmitas e escaravelhos, que podem ser encontrados facilmente em florestas tropicais.

Raposa-do-cabo


Nome: Raposa-do-cabo
Nome científico: Vulpes chama
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Outros nomes: Raposa-de-dorso-cinzento
Descrição: A raposa-do-cabo é um canídeo que habita na área a sul de África, mais propriamente no Zimbábue, África do Sul e Botswana. É um animal relativamente pequeno, que mede entre os 45 e 61 centímetros de comprimento, sem contar com a cauda, que pode atingir, no máximo, 40 centímetros. Normalmente, o peso dos exemplares desta espécie oscila entre os 3 e os 5 quilogramas.
É um animal bastante adaptável ao meio que vive, podendo habitar igualmente em matagais, pradarias e áreas desérticas. Possui hábitos noturnos, podendo ser vista ao final da tarde ou pelo despertar das manhãs. Durante o dia, esconde-se em tocas que ela própria escava, embora hajam alguns indivíduos que prefiram viver em abrigos abandonados por outros animais e fazer umas alterações de acordo com o seu próprio estilo de vida e necessidade de sobrevivência. São criaturas solitárias e não-territoriais, embora marquem a área onde habitam com um odor acre.
Omnívoros, as raposas-do-cabo alimentam-se tanto de pequenos animais (roedores e invertebrados) como de frutos silvestres.