quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Rhamphorhynchus


Nome: Rhamphorhynchus
Nome científico: Rhamphorhynchus muensteri
Ordem: Pterosauria
Família: Rhamphorhynchidae
Descrição:  O rhamphorhynchus foi uma espécie de pterossauro que viveu durante o período Jurássico. Possuía uma cauda longa e mandíbulas dotadas de dentes afiados e curvados para trás, dentro de um bico, o que indica uma dieta concentrada em peixes e insetos, daí o seu nome, que significa "focinho-bico".
Embora vários fósseis, possivelmente de rhamphorhynchus, tenham sido encontrados na Inglaterra, Tanzânia e Espanha, os espécimes mais bem preservados vieram de Bavaria, na Alemanha. Dentes dispersos que se julgam ser deste animal, foram encontrados em Portugal.
O maior exemplar já descoberto media 1,26 metros de comprimento e apresentava uma envergadura de 1,81 metros. Comparando o tamanho de exemplares de rhamphorhynchus com um ano de idade com de dois anos, o cientista Christopher Bennett descobriu que a taxa de crescimento deste animal no primeiro ano de vida era cerca de 130% a 173% maior do que na dos jacarés. O crescimento começava a tornar-se mais lento após a maturidade sexual e necessitaria de mais três anos para apresentar o tamanho adulto. Estas hipóteses surgiram da obrigação ao animal de possuir sangue quente para se poder suster durante o voo. Além disso, animais atuais como pássaros e morcegos também possuem uma taxa de crescimento bastante elevada, chegando ao tamanho adulto mais rapidamente. Segundo Bennett, os rhamphorhynchus de sangue frio provavelmente aqueciam-se ao sol ou exercitavam os músculos para acumularem energia suficiente e partirem para o voo e enquanto não estivessem ativos, a sua temperatura corporal descia até à ambiente, como é próprio dos répteis atuais.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Rã-venenosa-dourada


Nome: Rã-venenosa-dourada
Nome científico: Phyllobates terribilis
Ordem: Anura
Família: Dendrobatidae
Outros nomes: Rã-dourada, rã-dos-dardos-venenosos-dourada
Descrição: A rã-venenosa-dourada é um anfíbio endémico da costa oeste da Colômbia. Elas habitam em florestas temperadas muito chuvosas e húmidas, com uma temperatura mínima de 26ºC e vivem em pequenos grupos de 6 indivíduos. Apesar do seu pequeno tamanho (55 milímetros, no máximo), esta rã é considerada, por muitos, como o animal terrestre mais venenoso de todos: o veneno de uma única rã é suficiente para matar 1500 pessoas. A sua pele é revestida de um veneno que, ao toque, impede os circuitos nervosos da vítima de transmitir impulsos, deixando os músculos contraídos. Isto pode levar a uma insuficiência cardíaca ou à fibrilação muscular. As tribos nativas usam o veneno destes animais para caçar, cobrindo os dardos com as toxinas do animal (daí o seu outro nome binominal, "rã-dos-dardos-venenosos"). No entanto, estas rãs não usam o seu veneno para atacar os seus predadores, mas simplesmente como um método defensivo.
Embora possua um nome sugestivo (rã-venenosa-dourada), esta espécie pode apresentar várias cores, como verde, laranja ou amarelo. Alimentam-se de insetos, especialmente de térmitas e escaravelhos, que podem ser encontrados facilmente em florestas tropicais.

Raposa-do-cabo


Nome: Raposa-do-cabo
Nome científico: Vulpes chama
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Outros nomes: Raposa-de-dorso-cinzento
Descrição: A raposa-do-cabo é um canídeo que habita na área a sul de África, mais propriamente no Zimbábue, África do Sul e Botswana. É um animal relativamente pequeno, que mede entre os 45 e 61 centímetros de comprimento, sem contar com a cauda, que pode atingir, no máximo, 40 centímetros. Normalmente, o peso dos exemplares desta espécie oscila entre os 3 e os 5 quilogramas.
É um animal bastante adaptável ao meio que vive, podendo habitar igualmente em matagais, pradarias e áreas desérticas. Possui hábitos noturnos, podendo ser vista ao final da tarde ou pelo despertar das manhãs. Durante o dia, esconde-se em tocas que ela própria escava, embora hajam alguns indivíduos que prefiram viver em abrigos abandonados por outros animais e fazer umas alterações de acordo com o seu próprio estilo de vida e necessidade de sobrevivência. São criaturas solitárias e não-territoriais, embora marquem a área onde habitam com um odor acre.
Omnívoros, as raposas-do-cabo alimentam-se tanto de pequenos animais (roedores e invertebrados) como de frutos silvestres.

domingo, 19 de julho de 2015

Raposa-veloz


Nome: Raposa-veloz
Nome científico: Vulpes velox
Ordem: Carnivora
Família: Canidae
Descrição: A raposa-veloz é um pequeno canídeo do tamanho de um gato doméstico que pode ser encontrado nas pradarias localizadas a oeste da América do Norte. Esteve perto de entrar em extinção na década de 30, devido a retaliações do Homem quanto a ataques às suas propriedades, executadas por estes animais. No entanto, foi reintroduzida na natureza com sucesso, durante as décadas de 80-90. Atualmente, o seu estado de conservação é considerado como "pouco preocupante" pela IUCN.
Tal como a maioria dos canídeos, esta raposa é omnívora, alimentando-se de insetos, pequenos animais, bagas e gramíneas. O seu tempo de vida máximo é de 6 anos, mas podem chegar aos 14 em cativeiro e reproduzem-se uma vez por ano, entre dezembro e março, dependendo da região onde vivem. Elas fazem tocas que variam entre os 2 e os 4 metros de comprimento, que são usadas como meios de proteção contra o frio, no inverno, ou predadores. São animais bastante rápidos, que podem correr até aos 60 km/h.

Animal mistério nº92- Ostra-gigante


Nome: Ostra-gigante
Nome científico: Tridacna gigas
Ordem: Veneroida
Família: Cardiidae
Outros nomes: Tridacna-gigante
Descrição: A ostra-gigante é o maior molusco bivalve de que se tem conhecimento atualmente, com um comprimento de 1,20 metros e um peso de 200 kg. São espécies nativas do oceano Pacífico sul e do Índico, mais propriamente em rifes de coral até aos 20 metros de profundidade.
As tridacnas podem chegar a viver até aos 400 anos de idade, sendo considerados como os animais que possuem o maior tempo de vida de todos. Porém, o número de exemplares diminuiu bastante nestes últimos anos devido à intervenção humana, através da sobrexploração dos recursos marítimos e da captura de animais para oceanários. Estes animais também foram alvo de boatos criados pelas pessoas, que, devido ao tamanho do animal, achavam que ele conseguiria comer seres humanos e representava uma ameaça perigosa. Porém, estas criaturas são totalmente inofensivas, já para não falar de que elas demoram tempo demais a fechar completamente as suas conchas para poderem revelar-se como sendo uma ameaça. Alguns exemplares de maior tamanho nem sequer conseguem fechar completamente as conchas.
Alimentam-se de algas unicelulares e são animais hermafroditas, porém, não podem reproduzir-se sozinhos. Dado que a reprodução pode ser realizada com qualquer outro espécime, o número de crias resultantes do processo é bastante elevado, devido ao fato de qualquer exemplar de tridacna ter a possibilidade de ter filhos.

segunda-feira, 13 de julho de 2015